Economia
Economistas preveem crescimento em ritmo lento
para 2011
Futuro governo terá de controlar a inflação, que subiu um pouco em 2010, o que implica em frear levemente a atividade econômica.
(Em São Paulo, economistas foram ouvidos para dizer o que eles esperam de 2011.)
Este foi um ano de conquistas para Elinalda e Renilson. "Durante um ano, a gente conseguiu muita coisa que a gente nem esperava de conseguir tudo isso", conta Elinalda de Lima.
Com empregos seguros e renda familiar de R$ 2 mil, acabaram de pagar a casa própria, fizeram reformas, equiparam a cozinha.
"Comprei o meu armário e comprei o microondas, que eu não tinha. É incrível, tudo em 2010", diz Elinalda. A sala ficou completa. "Eu não tinha televisão, o rack eu também não tinha, o DVD eu não tinha também e o jogo de sofá, que era o principal da sala", completa.
E 2011 também será tão bom assim para famílias como essa? A previsão de especialistas é de que a economia vai continuar crescendo, porém num ritmo mais lento. É que o futuro governo terá de controlar a inflação, que subiu um pouco em 2010, o que implica em frear levemente a atividade econômica.
Veja as previsões e tenha em conta que, às vezes, os economistas não acertam. O crescimento deste ano, por exemplo, ficou bem acima do previsto.
A inflação em 2010, na expectativa do mercado financeiro, fechará em 5,9%. Em 2011, o governo tentará chegar na meta de 4,5%. O crescimento deve ser de 7,6% neste ano e a previsão é de que baixará para 4,5% no próximo.
Para o especialista em vendas no varejo Eugênio Foganholo, o crescimento, mesmo sendo menor, vai garantir ganhos reais para as famílias.
"As pessoas podem certamente antever para o ano de 2011 um cenário muito positivo, um cenário onde a oferta de produtos, de serviços e créditos vai continuar existindo e elas vão poder consumir coisas que não consumiam antes", informa o consultor.
O economista Fernando Sampaio é um pouco menos otimista. Ele lembra que autoridades do futuro governo já deram indicações de que poderão bancar um aumento mais modesto do salário mínimo.
"Um aumento menor do salário mínimo propicia um ganho de poder de compra menor para as famílias de baixa renda. Isso, junto com o fato de que o preço da alimentação subiu bastante ao longo de 2010, deve atrapalhar o consumo das famílias de baixa renda no ano que vem", explica.
Elinalda bota fé em 2011 e tem planos ambiciosos. "Eu quero comprar um carrinho para mim. Não importa se é novo, usado... O que importa é que eu vou ter. E eu vou lutar para isso", assegura.
edição da site: G1 da globo.